Começou nesta semana a 14ª Conferência do Clima da ONU, desta vez realizada em Poznan, na Polônia. Os assuntos a serem discutidos não são diferentes dos que já foram pregados nas demais reuniões, desde a primeira, realizada em 1992, no Rio de Janeiro, a RIO-92.
Em contrapartida, um alguns assuntos devem ser debatidos de maneira efusiva, um deles é a utilização do carvão (material que estima-se seja responsável por 80% do aquecimento global). Isso porque a Polônia depende maciçamente de carvão, e tem procurado realizar acordos nas negociações com o grupo representado pela ONU. Muitas concessões já foram feitas para a Polônia, e o pais do leste europeu ainda quer mais.
Tanta liberalização em relação aos poloneses pode se tornar perigoso, principalmente quando problemas em relação ao clima se tornam cada vez mais agravante.
O que me parece nestas reuniões é que pouco se discute sobre aquilo que realmente importa, que é o combate a todo tipo de poluição em grande escala em termos mundiais. O foco principal sempre é algum acordo de países desenvolvidos e sobre como conseguir a continuidade de suas ações poluentes, vide Estados Unidos e o Protocolo de Kyoto, que se expira em 2012.
De qualquer maneira, veremos, nos dias 11 e 12, quando ocorre a reunião ministerial na conferência, as resoluções a serem aplicadas e o principal, se o meio ambiente estará protegido de mais uma atitude egoísta de alguns países em não se preocupar com o resto do mundo.
Qual o papel da reunião?
Os países devem trocar informações sobre a emissão dos chamados gases do efeito estufa, criar estratégias para conter essas emissões e cooperem na preparação de políticas para se adaptar ao aquecimento da Terra.
Quais são os temas em pauta?
Desde a conferência do Rio, em 1992, os países industrializados concordaram em tomar a iniciativa no combate às emissões de gás carbônico. O protocolo de Kyoto concretizou este compromisso ao criar metas até 2012.
Para um acordo em Copenhague, a expectativa é que também países em desenvolvimento (que hoje já respondem por cerca de metade das emissões no mundo) se comprometam a reduzir as suas emissões no futuro.
O IPCC recomendou metas de redução de 25% a 40% até 2020.
Se o assunto já era polêmico, em tempos de crise econômica mundial e risco de recessão, ficou ainda mais difícil.
Se os países ricos não mostrarem determinação neste sentido, dificilmente os países em desenvolvimento como o Brasil vão querer adotar metas obrigatórias para redução, o que pode inviabilizar um acordo pós-Kyoto.
Mais informações sobre a 14ª Conferência Climática podem ser obtidas no site oficial da reunião http://unfccc.int/2860.php.
Já neste link você poderá observar como é a cidade de Poznan, que recebe o encontro http://www.euronews.net/pt/article/18/09/2008/poznan-prepares-for-un-climate-conference/
Thiago Toledo
Nenhum comentário:
Postar um comentário